A objectividade é algo que se procura incessantemente, porém difícil de se encontrar. Para mim, a objectividade deveria ser a qualidade de ser objectivo, externo à consciência e resultado de uma observação imparcial das coisas independentemente das nossas preferências pessoais.
Na profissão jornalística, a objectividade é, de certa forma, uma meta a alcançar, não só para proteger o jornalista, como referia Tuchman, mas também na procura de alcançar a perfeição e relatar os factos puramente, tais quais eles acontecem.
Porém, a objectividade é uma ilusão, pois os jornalistas são pessoas e não objectos ou máquinas, logo têm sentimentos e emoções. O que se pede a um jornalista é que tente ser o mais isento possível na realização do seu trabalho e que deixe o leitor decidir de que lado está. Para isso, é necessário que o jornalista seja correcto e apresente os dois lados do acontecimento.
Não se pode pedir aos jornalistas para serem totalmente objectivos pois, de certa forma, eles são condicionados ao que vende e ao que não vende. Todos sabemos que o papel dos jornalistas é informar, relatar, mas para isso têm que vender e agem mediante essa venda e o seu público-alvo.
Por isso, a objectividade não passa de uma ilusão, ou até para quem concordar, “uma realidade camuflada” que afinal de contas é uma mera ilusão. É também uma meta que, como se sabe, nunca será atingida, mas com essa atitude o jornalismo tende a ficar mais isento e imparcial, sem favorecer qualquer parte, e ainda fica à guarda de protecção, longe de pressões.
Sofia Brum
