Objectividade: Realidade ou Ilusão?

Posted in Jornalismo on 2 02UTC Março 02UTC 2009 by sofiabrum

A objectividade é algo que se procura incessantemente, porém difícil de se encontrar. Para mim, a objectividade deveria ser a qualidade de ser objectivo, externo à consciência e resultado de uma observação imparcial das coisas independentemente das nossas preferências pessoais.


Na profissão jornalística, a objectividade é, de certa forma, uma meta a alcançar, não só para proteger o jornalista, como referia Tuchman, mas também na procura de alcançar a perfeição e relatar os factos puramente, tais quais eles acontecem.


Porém, a objectividade é uma ilusão, pois os jornalistas são pessoas e não objectos ou máquinas, logo têm sentimentos e emoções. O que se pede a um jornalista é que tente ser o mais isento possível na realização do seu trabalho e que deixe o leitor decidir de que lado está. Para isso, é necessário que o jornalista seja correcto e apresente os dois lados do acontecimento.


Não se pode pedir aos jornalistas para serem totalmente objectivos pois, de certa forma, eles são condicionados ao que vende e ao que não vende. Todos sabemos que o papel dos jornalistas é informar, relatar, mas para isso têm que vender e agem mediante essa venda e o seu público-alvo.


Por isso, a objectividade não passa de uma ilusão, ou até para quem concordar, “uma realidade camuflada” que afinal de contas é uma mera ilusão. É também uma meta que, como se sabe, nunca será atingida, mas com essa atitude o jornalismo tende a ficar mais isento e imparcial, sem favorecer qualquer parte, e ainda fica à guarda de protecção, longe de pressões.

 

 

 

 

Sofia Brum

Indiferença?!

Posted in Nosso país on 1 01UTC Março 01UTC 2009 by sofiabrum

O sentimento de indiferença é um dos problemas dos grandes meios sociais, como a típica cidade lisboeta.


Nos ambientes propícios de stress, onde o tempo é estritamente condicionado e a insegurança existe constantemente, a indiferença surge espontaneamente e por vezes inconscientemente.


Este facto acontece devido à grande agitação de vida e da sociedade lisboeta que não observa, com olhos de ver, os indivíduos que se exibem nas ruas da baixa pombalina.
Ao deslocar-me a Lisboa, a fim de mudar de ares e de aproveitar os famosos saldos, fiquei estupefacta, mas consciente, com a tamanha indiferença com que os portugueses vêem as pessoas da rua, uma vez que passam por eles e nem um simples olhar lhes expressam.


Como se sabe, infelizmente, existem muitas pessoas que se fazem passar por vítimas para conseguir algum dinheiro que não é somente para comer, e é neste episódio que me suscita raiva quando vejo jovens entre os 18 e 20 anos a pedir a dita esmola, que para comer é que não é de certeza.


Porém, nessas ruas da amargura, deparei-me com talentos e talentos naquelas pessoas que têm dotes especiais para algo, como cantar, tocar ou artes circenses, mas não têm oportunidades para se exibirem a não ser na rua.


Acredito plenamente que se algum “ olheiro” da música ouvisse certas pessoas a não ser na rua, essa pessoa teria, certamente, oportunidade de subir na vida.
Na nossa sociedade temos, pelo menos, um desses casos de sucesso de um mero cantor de rua que teve a oportunidade de entrar num concurso musical e, por acaso, venceu-o e agora é uma das vozes nacionais que o povo bem conhece.


Refiro-me a Nuno Norte, vencedor da primeira edição do concurso “Ídolos” e posteriormente vocalista da banda portuguesa “Filarmónica do Gil”, que conta com grandes nomes da música portuguesa.


Contudo, esta fortuna acontece a uma pessoa em cada um milhão, porque a mentalidade dos portugueses parou no tempo e teima em não avançar, infelizmente.
Lamento profundamente o ritmo de rotina e de stress provenientes das grandes cidades que esquecem os outros, quer seja em caso de acidente, quer por insegurança ou mera passagem pelas pessoas.


Sendo assim, o sentimento de medo gera o sentimento de indiferença que, como já vi, se uma idosa cai ao sair do autocarro, ninguém a ajuda ou então nem olha a não ser se estiver algum estrangeiro por perto que ajuda a pobre velhota.
Portanto, lamento incessantemente a cidade de ouro, a cara e imagem de Portugal, uma vez que os problemas estão bem à vista de todos e como diz o ditado popular “O mais cego é quem não quer ver!”.

 

Deixo uma pergunta no ar…

Será que Portugal não passa apenas de um país cego e indiferente???

 

Sofia Brum

 

 

 

 

 

Portugal está em crise?

Posted in Nosso país on 1 01UTC Março 01UTC 2009 by sofiabrum

Até parece que Portugal está em crise. Ninguém diria, pois vê-se certas e determinadas personagens do nosso quotidiano sempre em festas, com grandes carros e a vestir grandes marcas como Giorgio Armani ou Dior.

Porém, a crise sempre existiu para quem passa necessidades e até mesmo para quem vive de aparências, que por vezes até deixam de comer para se mostrarem à sociedade.

Há bancos a fechar, o petróleo a subir tal como o desemprego, mas também vê-se, por exemplo, a autarquia de Vila Real de Santo António a pagar 7 mil euros para uma tal de Rita Pereira desfilar na terça-feira de Carnaval.

Será que isso é solução para a crise? Será que em Vila Real de Santo António não há pessoas a passar fome? Será mais importante pagar a uma personalidade para ir lá dançar do que investir em coisas úteis para a sociedade como a criação de novos postos de trabalho?

Portugal é um país de ilusões, de fotografias sociais, que até aparentemente parece feliz, mas tirando-lhe a máscara só lhe aparece os podres, os defeitos, o desnecessário.

Sem não falar na onda de violência que se faz sentir, tudo causado pelo desemprego, tudo derivado da crise que Portugal sempre teve, porém camuflada.

Pior mesmo, é o facto de Portugal ser um país de conformistas, que aprende a viver com a sua desgraça e com a dos outros e que pouco ou nada faz para mudar, e o pouco que faz é abandonar este país onde são valorizadas pessoas que nada fazem e aqueles que trabalham de sol a sol têm que o continuar a fazer pois as autarquias e o Governo preferem pagar para que desfilem em vez de gastar esse dinheiro em benefícios para a sociedade triste e pobre, que é a portuguesa.

 

Sofia Brum

 

 

 

Desabafo de uma futura jornalista

Posted in Jornalismo on 16 16UTC Fevereiro 16UTC 2009 by sofiabrum

Apesar de ter um percurso profissional no jornalismo bastante curto, considero que ser jornalista é ser corajoso, curioso, astuto e ainda rigoroso.

Para uma pessoa se tornar jornalista tem que ter paixão pela profissão, pois, como Hugo Real afirmava “não é uma profissão das 9h às 5h”. Um jornalista tem sempre hora para entrar mas não tem para sair.

Na minha opinião, são estes factores que tornam o jornalismo interessante, porque um dia numa é igual aos demais uma vez que todos surgem acontecimentos diferentes.

Quero ser jornalista porque gosto de aventura, de comunicar, de ir para o terreno, de investigar. Se alguém pensa que acaba o curso de Comunicação e é automaticamente jornalista, engana-se!!! Para ser jornalista é necessário haver um estudo contínuo e desde cedo ganhar e encontar, como o professor diz, contactos, contactos e mais contactos e não ter medo nem desistir à primeira dificuldade.

Cabe aos futuros jornalista desmistificar o conceito em que vivemos num mundo “cor-de-rosa”, onde tudo nos cai do céu e só por ter um curso encontraremos logo emprego.

Portanto, considero que ser jornalista é um TUDO e um NADA. Tudo, porque temos esse poder entre mãos e se formos astutos e profissionais conseguimos fazer do jornalismo algo mais objectivo e melhor. Nada, no sentido em que não formos bons profissionais e deixamo-nos passar ao lado e somos apenas mais um jornalista num universo de tantos outros.

O que é ser Jornalista?

Posted in Jornalismo on 15 15UTC Fevereiro 15UTC 2009 by sofiabrum

Um dos jornalistas que contactei para responder à questão “Ser Jornalista é?” foi Hugo Real, jornalista do Diário Económico, portador da Carteira Profissional de Jornalista nº 8010.
Esse contacto foi feito por telemóvel e extraído o som, uma vez que o jornalista não se mostrou disponível a responder por e-mail uma vez que se encontrava muito ocupado preferindo, assim, falar.
Para Hugo Real, ser jornalista é “ muito vago, mas basicamente seguir jornalismo é uma vocação, não é só a questão de ser uma profissão. Só pode ser jornalista quem realmente gosta do que faz, não é uma profissão das 9 às 5, não tens horários, as remunerações não são muito elevadas, portanto basicamente é trabalhar por gosto.
Cada vez mais, o jornalismo consiste na especialização. Tens que estar disponível para te especializares em áreas, tens que perceber muito bem as coisas que fazes e sobre o que escreves, porque tens que ter a capacidade de saber tanto ou mais, isso seria o ideal, do que as pessoas com quem falas, com os empresários com quem falas, com os peritos com quem falas, de forma a entender o que se passa, o que existe para conseguires explicar as coisas de forma correcta.”