Caso Duarte Lima

Posted: 16 16UTC Novembro 16UTC 2011 in Laboratório de Jornalismo I

Basta-nos, nos dias de hoje, folhear um jornal para ver o nome de  Duarte Lima, já que o seu caso é dos mais mediáticos atualmente na nossa sociedade.

Conheça o surgimento e desenvolvimento deste caso que envolve Rosalina Ribeiro e Duarte Lima.

Duarte Lima

Domingos Duarte Lima nasceu em Miranda do Douro, em Bragança, a 20 de novembro de 1955 e é um advogado e político português.

Licenciou-se na Universidade Católica Portuguesa (UCP) em advocacia e dividiu esse exercício com funções políticas, tendo desempenhado diversos cargos no Partido Social Democrata (PSD).

Foi na Federação Distrital de Bragança do PSD, que Duarte Lima começou por ser presidente, mudando-se, posteriormente, para Lisboa onde prosseguiu a sua carreira política. Eleito deputado à Assembleia da República chegou, durante a primeira metade da década de 90, a líder parlamentar do PSD.

Em novembro de 1998, durante um exame médico de rotina, foi-lhe detetada uma leucemia em estado avançado, o que o obrigou a um internamento imediato. Após seis meses de internamento, devido a um transplante, Duarte Lima acabou por recuperar da doença e retomar a sua atividade partidária. O ex-líder parlamentar do PSD, substituído por Pacheco Pereira, foi, em outubro de 2002, um dos impulsionadores da Associação Portuguesa Contra a Leucemia.

Para além do seu gosto pela política, o advogado, que já foi cronista do semanário Express, também é um amante de música, tendo sido mesmo aluno do Instituto Gregoriano de Lisboa, organista da Igreja de São João de Deus, em Lisboa, e fundador e maestro do Coro da Universidade Católica Portuguesa.

 Atualmente, Duarte Lima é o principal suspeito do assassinato de Rosalina Ribeiro, companheira e secretária do já falecido multimilionário Lúcio Tomé Feteira.

Os acontecimentos

A 15 de dezembro de 2000, Lúcio Tomé Feteira morre aos 98 anos.

Em janeiro de 2001, Olímpia Feteira de Menezes, filha de Lúcio Tomé Feteira, processa Rosalina Ribeiro, por alegados crimes de burla, abuso de confiança, falsificação de documento, introdução em lugar vedado ao público, violação de correspondência e furto, correspondente à herança deixada pelo multimilionário.

No início de 2011, Duarte Lima torna-se advogado de Rosalina Ribeiro, que disputava uma parte da herança de Tomé Feteira, com quem viveu mais de 30 anos.

Em março de 2011, o advogado não declara ao Tribunal Constitucional os 5,2 milhões de euros transferidos por Rosalina Ribeiro para uma conta bancária em seu nome na Suíça.

A 7 de Novembro de 2009, Rosalina Ribeiro aparece morta numa estrada brasileira e a última pessoa a vê-la com vida foi Duarte Lima, que a partir desse momento foi tornado arguido.

Em 2009, foi detetada a não declaração da transferência dos 5,2 milhões de euros pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP).

O Ministério Público português recebeu a 7 de setembro de 2010 uma carta rogatória enviada pelas autoridades brasileiras que investigam o homicídio no Brasil de Rosalina Ribeiro.

Em junho de 2011, Duarte Lima é constituído arguido por fraude fiscal pelo DIAP, aquando do processo de herança de Tomé Feteira.

A 26 de outubro de 2011, o advogado e ex-líder parlamentar do PSD, Duarte Lima, foi formalmente acusado pelo Ministério Público brasileiro da morte de Rosalina Ribeiro, condenando-o a prisão preventiva.

A 4 de Novembro de 2011, os advogados de Duarte Lima entregam o “habeas corpus“- um pedido de libertação imediata de um arguido com o fundamento da sua prisão ser ilegal.

10 de novembro de 2011, a juíza Rosa Helena Macedo Guida rejeita o pedido de anulação da prisão preventiva de Duarte Lima (habeas corpus) apresentado ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro .

 

Crimes

O advogado e ex-deputado Duarte Lima é acusado de participar na fraude que tinha como fim o desvio da herança, de Tomé Feteira.

Para além disso, há uma suposta burla fiscal aquando da falsa declaração de rendimentos referentes ao ano de 2011, que não constava a transferência de 5,2 milhões de euros, realizada por Rosalina Ribeiro.

O ex-deputado está a ser investigado numa das duas dezenas de processos relativos ao Banco Português de Negócios (BPN),  por ter usufruído de vários créditos no valor de seis milhões de euros, obtidos com garantias bancárias de baixo valor. Um dos créditos foi registado em documentos oficiais do BPN como sendo de cobrança duvidosa.

Segundo o Ministério Público do Brasil, ao saber dessa queixa, Duarte Lima pediu a Rosalina Ribeiro para que assinasse um documento que isentaria o advogado e ex-deputado de qualquer participação na burla.

Rosalina Ribeiro negou-se a assinar o documento que o ilibava do desvio de milhões de euros da herança de Tomé Feteira, aparecendo a 7 de dezembro morta no Brasil, tornando Duarte Lima como principal suspeito.

No dia em que foi brutalmente assassinada, com um tiro na cabeça e outro no peito, Rosalina encontrou-se com Duarte Lima no Rio de Janeiro, junto à sua residência, no Flamengo. Tinha planeado regressar a Portugal no dia seguinte, mas adiara a viagem para quatro dias depois, porque tinha assuntos urgentes a discutir com Lima. Este adiamento é um dos factos que as autoridades brasileiras usam para considerar que a morte de Rosalina foi cuidadosamente planeada pelo advogado, já que Duarte Lima não explicou o motivo da viagem ao Brasil, já que Rosalina estaria em Lisboa no dia 12 daquele mês.

Duarte Lima estava sozinho a conduzir um carro alugado no momento em que a cliente foi assassinada, mas o advogado alegou que não se recordava onde tinha alugado a viatura.

Desenvolvimento do processo jurídico

Rosalina Ribeiro terá sido assassinada no dia 7 de dezembro de 2009, em Saquarema, pelo advogado Duarte Lima, que foi das últimas pessoas a vê-la com vida.

O Ministério Público português recebeu a 7 de setembro de 2010 uma carta rogatória – instrumento jurídico de cooperação entre dois países, em que um solicita ao outro a realização de determinadas diligências para a investigação em curso – enviada pelas autoridades brasileiras que investigam o homicídio no Brasil de Rosalina Ribeiro.

Apesar de Duarte Lima não ter respondido a nenhuma das 193 perguntas da polícia brasileira, o Ministério Público deu como cumprida a carta rogatória, devolvendo-a, através do Gabinete Internacional da Interpol em Portugal, ao Brasil. O ex-deputado recusou prestar esclarecimentos, alegando não estar na posse de todos os factos do processo brasileiro. Tal viria a acontecer novamente em abril deste ano, quando enviada uma segunda carta rogatória, devolvida em outubro,  igualmente sem respostas.

Mas só a 26 de outubro de 2011, é que Duarte Lima foi formalmente acusado pelo Ministério Público brasileiro da morte de Rosalina Ribeiro, que o condenou a prisão preventiva. Aquando dessa decisão, os advogados do ex-deputado entregaram, no dia 4 deste mês, o “habeas corpus” ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro de forma a anular o pedido de prisão preventiva. Tal facto foi rejeitado dias depois pela juíza Rosa Helena Macedo Guida.

Até agora não se sabe do paradeiro de Duarte Lima, há quem afirme que está escondido em Portugal. O acusado do homicídio de Rosalina Ribeiro ainda não foi julgado, mas o Procurador-Geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro garantiu que o julgamento de Duarte Lima avançará mesmo sem a presença do ex-deputado.

Implicações e consequências

Perante os factos apresentados pela polícia brasileira relativamente ao homicídio de Rosalina Ribeiro, Duarte Lima é tido com culpado. Até então, o advogado anda fugido às autoridades, quer portuguesas, quer brasileira, mas tudo faz crer que se encontre em Portugal.

Logo que se encontrado, será presente a um juiz que o condenará preventivamente, pelo crime cometido sobre homicídio.

Factos que incriminam Duarte Lima:

  • Duarte Lima foi uma das últimas pessoas a verem Rosalina Ribeiro com vida;
  • O Ministério Público brasileiro acusa-o de matar a ex-secretária de Rosalina Ribeiro por esta se recusar a assinar um documento a negar qualquer depósito de 5,2 milhões de euros na sua conta bancária;
  • Após marcar um encontro com Rosalina, Duarte Lima foi buscá-la à esquina do quarteirão onde ela morava, no dia 7 de Dezembro de 2009, e levou-a para a Região dos Lagos;
  • Já na rodovia RJ-118, no Distrito de Sampaio Correia, Município de Saquarema, por volta das 22h, de acordo com a denúncia, o advogado matou a vítima com disparos de arma de fogo;
  • As autoridades têm provas de que o advogado português esteve no local do crime trinta horas antes de a antiga companheira do milionário Lúcio Tomé Feteira ter sido morta;
  • Duarte Lima afirmou que nunca tinha ido a Maricá, o local onde diz que deixou Rosalina. A polícia sabe agora que faltou à verdade e que já por lá já tinha passado;
  • Há registo de multas por excesso de velocidade do carro que o ex-deputado do PSD terá alugado para transportar a vítima no dia em que foi morta;
  • As autoridades estão certas de que o carro de Duarte Lima esteve no local do crime na véspera do assassínio.

Por: Sofia Brum

Crise em Humor

Posted: 7 07UTC Novembro 07UTC 2011 in F5, Laboratório de Jornalismo I

A crise económica fez com que entrassem no quotidiano dos portugueses uma série de palavras que, de tão repetidas, se tornaram comuns, mesmo sem, a maioria das vezes, sabermos o seu verdadeiro significado.

Rir é um dos melhores remédios para ultrapassar uma situação tão difícil como esta. Assim, conheça o verdadeiro significado das palavras chave da crise.

A

Austeridade - Já apertou o cinto? É que com a situação económica do nosso país esse vai apertar e muito. Reduzir despesas, aumentar de impostos e cortar subsídios são algumas das medidas de austeridade. Até atrevo-me a dizer que temos que alterar a expressão “apertar o cinto” para “apertar o relógio”. O relógio porque a bracelete é mais pequena e dizer “cinto” até soa mal porque é muito largo.

Estas medidas de corte só fazem com que as famílias portuguesas apertem o mais possível. Apertam tanto que, daqui a dias, a linha de apoio Saúde 24 só recebe chamadas de asfixia, porque será complicado respirar com tanto aperto.

B

Bolsa de valores – Pensava eu que era aquilo que gostava de ter, uma bolsa recheada de notas, mas para a minha tristeza não é isso. Sinteticamente, é o local onde os intermediários financeiros, ou corretores, colocam num lado da balança as ordens de compra e noutro lado ordens de venda dos investidores de forma a realizar um bom negócio (o que hoje em dia é utópico).

Buraco – Há muitos tipos de buracos, mas quase todos têm uma conotação disfórica, como o buraco do nariz e sabe se lá mais do quê e temos também a Buraca, um profundo poço de criminalidade e marginalidade.

Aquando das eleições da Madeira, falou-se do buraco que Alberto João Jardim abriu na sua santa terra. No início, até pensava que isso se referia ao túnel, mas afinal foi mesmo uma fossa funda, feita com o dinheiro dos contribuintes insulares e continentais, afinal de contas, dos tugas. Tudo isso para encher ainda mais a pança do Presidente da Região Autónoma da Madeira, que ficou bem furada.

C

Crash – Hoje em dia esta palavra é mais conhecida pelos jovens na informática. “Xi… o pc crashou”. Estamos bem encravados, cotações a cair não se sabe para onde, que resultam em quebras na actividade económica e desconfiança nos investidores. Mas será que já houve confiança? Claro que sim, nos investidores de “ladys nights” que de quebra só têm quando o álcool é mais que o sangue!

Crise – A crise é aquilo que as pessoas passam neste momento. Menos dinheiro para as prendinhas do Natal – sim, porque o que é o Natal sem presentes? – menos férias na República Dominicana, aumento do preço da luz, mais dinheiro para a EDP. Enfim… mas a crise é, acima de tudo, uma bomba que caiu nos bolsos das famílias de classe média-baixa.

Assim, a minha explicação básica para a crise é

Credo! Rebentaram Intencionalmente o Sistema Económico!

D

Défice – Lembro-me de ouvir “és um tecla 3” e é assim que caraterizo o défice. Ao olharmos para a tecla número 3 de um telemóvel podemos visualizar a palavra “def”. “Def” no sentido de anormal e de diferença, já que corresponde a um saldo negativo das contas do governo.

Como era de esperar, as despesas, num ano, são muito maiores que as receitas. Então este ano vão ter cá uma despesa à custa da Madeira…Esta tecla 3 que encravou no nosso país é expressa sobre a percentagem do PIB (ver na letra P).

Depressão – A deprée não é um termo usado só no se refere às mulheres. Também consiste na situação atual do nosso país: é como a música “Ritmo do Amor” do Emanuel: desemprego, medo e oferta ARRIBA; poder de compra, confiança e atividade económica ARRAJO!

Dívida – Alguém conhece esta palavra? Penso que não. Então passo a explicar. Recebo 800 euros e quero ir de férias para a Jamaica. O que faço? Agora nada, mas à uns meses atrás pedia um empréstimo a um banco e lá ia eu toda contente. Regressava de férias e começava o inferno. Vinha mais bronzeada, mas continuava a receber os mesmos 800 euros, só com uma diferença: ter que pagar os 3000 que tinha pedido ao banco, que afinal eram 5000 euros que tinham que se saldados num ano. E isto é a dívida, pedi agora tenho que pagar, a bem ou a mal.

Dividendo – Um bocadinho para ti, outro para mim, outro para o bolso, sem ninguém saber! É isto o dividendo, no final do ano uma parte dos lucros da empresa é dividida pelos accionistas. Coitados, trabalham tanto, ganham tão pouco, toma lá um presentinho de Natal extra!

E

Encargo Financeiro – Já leu o que queria dizer dívida? O encargo financeiro é a consequência dessa dívida. Resumindo, juros, juros e mais juros, muitas vezes aquelas letrinhas muito pequeninas que surgem no final do contrato quando fazemos um empréstimo.

F

FMI – O que se ouve mais na rua é a frase Fixe, Mais Impostos! É claro que o “fixe” é referido ironicamente, porque ninguém gosta de dar mais dinheiro aos senhores com fatos de pinguins e passar mais necessidade.

O FMI, o verdadeiro, é um Fundo Monetário Internacional que consiste numa organização internacional que entra num país quando este já está no abismo. É quase como as empresas de limpeza, quando temos a casa muito suja chamamos uma empregada e ela vem limpar, mas no fim temos que pagar e, às vezes, bem. O FMI é chamado para dar assistência, injetando dinheiro, mas depois com condições elevadas, como o aumento dos juros.

M

Monopólio – É aquele jogo de tabuleiro em que propriedades como bairro, casas, hotéis e empresas são compradas e vendidas. Neste jogo, há jogadores que ficam ricos e outros vão à falência. Em economia, é a mesma coisa, só que em vez do tabuleiro temos o mercado e apenas um jogador que domina as vendas. Logo é o único no seu ramo a passar na casa de partida e a receber o dinheiro bónus.

O

Orçamento – Desde pequena que me lembro bem desta palavra. “Filha, tens que gerir a tua semanada, não podes comprar mais do que o dinheiro que tens. Não te esqueças se comprares isso ou aquilo ficas sem dinheiro para o almoço, vê lá!”

Lá dizia a minha mãe e com razão, a quantia monetária que me era dada tinha que dar para a semana toda, por isso as pulseiras e os brincos só podiam ser comprados quando as receitas (que não de culinária) eram maiores que as despesas.

P

Portugal – Todos devem saber o que é Portugal – bem, nem todos! Algumas personagens da telenovela Casa dos Segredos não devem saber o que é. Mas para quem não sabe, Portugal é um país!

 Alguns intitulam-no como província de Espanha, mas Portugal é um país que fica na cauda da Europa. O que não sabem é o verdadeiro significado na palavra Portugal neste tempo de crise. Repare:

País Onde Roubar, Tirar, Usurpar, Gamar, Aldrabar é Legal!

PIB – Para a receita do Produto Interno Bruto junte todos os bens e serviços de uma região, separe os bens de consumo de intermediário (que são consumidos na produção de outros bens) e guarde para outra receita, pois nesta não entram.

Depois de mexer bem, obterá o resultado da atividade económica do país ou região.

R

Recessão - Imagine-se numa montanha russa. Ela sobe, sobe, sobe e depois pum! queda livre, tudo a gritar e a temer pela vida. A recessão é isso mesmo, menos produção, menos investimentos, menos dinheiro, logo menos atividade económica, onde disparam as falências e onde há muito menos postos de trabalho, porque emprego já não existe (a não ser os senhores com fatos de pinguim).

T

Troika – O cavalo de Troika foi, segundo narrativas lendárias associadas ao estado deprimente de Portugal, localizado ao lado de Espanha, um imenso cavalo feito de três grandes instituições que mais pareciam de madeira: Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu e Comissão Europeia.

Estas três personagens entraram sorrateiramente e, com o seu mega poder, começaram a sua missão: gerir o território nacional que se encontrava à beira de um penhasco.

Ainda está por conhecer o fim desta grande história, mas uma coisa é certa: será um final trágico, já que tem associações com a tradição grega.

Sofia Brum

Acordo Ortográfico (AO) gera desacordo entre alunos da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Esta semana, os alunos do Departamento de Letras, Artes e Comunicação (DLAC) foram surpreendidos pela afixação de cartazes manifestando o descontentamento sentido face à aplicação do novo AO.

No ano letivo de 2011/2012, vai entrar em vigor o novo AO, seguindo o que foi decretado pelo Ministério da Educação. Já as novas regras do mesmo só serão obrigatórias a partir do próximo ano letivo de 2013/2014.

Apesar de a Professora Felicidade Morais achar que “todas as formas de protesto são válidas”, acredita que este protesto “não deve ter partido dos Cursos de Letras”. Lamentando ainda que “nos cartazes haja algumas informações que revelem falta de conhecimento do que está em causa (exemplo: a norma brasileira), mostrando desconhecimento das imposições que são obrigatórias, como o caso de “facto” que pode ser em grafia dupla”.

Segundo o Professor José Belo, o protesto “é uma forma que não é intrusiva na medida em que não se agride fisicamente ninguém, expressa apenas uma opinião”, salientando que, num primeiro momento, foi favorável ao acordo, estando agora em desacordo, logo apoia aquele ponto de vista. Porém, salienta que para ser contra o acordo “é necessário muito mais do que cartazes. Qualquer língua não se regula nem funciona através de acordos”. O Professor dá o exemplo da língua inglesa: “é uma língua que não necessita de acordos e é a mais falada no mundo. No Reino Unido, na América, no Canadá, na África do Sul e na Austrália o inglês é a língua materna sem acordo, tal como acontece com o espanhol”. Remata afirmando que “o acordo é de ordem económica”.

A discordância dos alunos relativamente ao AO assenta no facto de estarem “habituados a escrever desta forma”, considera o Professor Álvaro Cairrão. “Do ponto de vista do facilitismo, estaria melhor como está, pois tudo o que é mudança causa transtorno às pessoas”, conclui o docente.

 Já a aluna cabo-verdiana Célia Almeida mostrou-se a favor em alguns aspetos do acordo, mas considera que “era necessário mudar algumas palavras”, ideia partilhada pelo aluno Manuel Tapada que sustenta que a “única mudança é visual”.

A comunidade académica encontra-se dividida no que respeita ao AO, porém muitos professores concordam com esta forma de protesto. O docente Galvão Meirinhos afirma mesmo que “não devia ser só naqueles vidros, mas nos vidros de toda a universidade”.

Apesar de não haver conformidade a respeito do AO, esta forma de protesto tem suscitado grande curiosidade por toda a comunidade que frequenta o Complexo Pedagógico.

Por:Sofia Brum, Madalena Silva e Sandra Martins

Steve Jobs, pai da “Apple”, faleceu esta noite, aos 56 anos de idade vítima de cancro no pâncreas. A “Apple” anunciou, em comunicado no seu site oficial, que “(…) perdeu um visionário e um génio criativo, e o mundo perdeu um ser humano extraordinário”.

O homem que “mudou o mundo” com a criação da empresa “Apple” desenvolveu e comercializou, em 1970, os primeiros computadores pessoais de sucesso, da série Apple II, o que anos mais tarde levou à criação do Macintosh.

Em 1984, Jobs demitiu-se da Apple fundou a” NeXT”, empresa que desenvolveu computadores topo de gama destinados aos mercados universitário e empresarial. Um ano depois comprou a” The Graphics Group “que evoluiu para “Pixar“, onde se tornou director executivo da empresa e foi produtor executivo do filme infantil Toy Story, primeiro filme de animação com gráficos gerados por computador.

Em 1996, a” Apple” decidiu comprar a “NeXT”, aquisição que fez com que Steve Jobs voltasse à empresa que fundara até 24 de Agosto de 2011, momento em que renunciou o cargo de director executivo para Tim Cook, acusando já sinais de debilidade, fruto da doença.
Considerado por muitos um empresário brilhante e um inventor visionário,  Steve Jobs tornou-se um nome incontornável na tecnologia com mais de 300 patentes entre as quais surgem o IMac, o IPod, o MP3,o Iphone e o Ipad.
O fundador da” Apple” nem sempre teve uma vida fácil. Na infância, após ter sido abandonado pelos pais,  foi adoptado por um casal.  Já em adulto renegou uma filha alegando ser estéril.

Uma biografia autorizada de Steve Jobs deverá chegar em Novembro às livrarias portuguesas sob a chancela da editora Objectiva. Escrita pelo jornalista norte-americano Walter Isaacson, a obra é o resultado de mais de quarenta entrevistas ao co-fundador da “Apple”.

Fonte: JN, Expresso, Público

Notícias relacionadas:
http://www.publico.pt/Tecnologia/morreu-steve-jobs-fundador-da-apple-1515216?p=1

http://aeiou.expresso.pt/steve-jobs-1955-2011-fotogaleria-e-videos=f678446

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=2037426&page=-1

Fala Quem Sabe – João Ricardo Pateiro

Posted: 9 09UTC Junho 09UTC 2011 in Fala Quem Sabe

 

Autor de relatos únicos e incomparáveis, João Ricardo Pateiro, jornalista da TSF, explica-nos o seu percurso até ao jornalismo desportivo e ainda dá-nos a sua opinião sobre a mediatização do futebol na sociedade portuguesa.

Oiça a entrevista:

Veja ainda as qualidades vocais deste jornalista que apaixonou multidões na época 2010/2011

Sofia Brum

Fala Quem Sabe – João Abreu

Posted: 15 15UTC Maio 15UTC 2011 in Fala Quem Sabe

O futebol é a modalidade desportiva mais abordada nos meios de comunicação social em Portugal, retirando, muitas vezes, espaço às restantes modalidades. João Abreu, jornalista da Sic Notícias e apresentador do programa Tempo Extra, considera ser uma questão importante no jornalismo português e explica-nos a sua visão sobre o assunto.

«A meu ver, prende-se única e exclusivamente com o fenómeno de massas. Os meios de comunicação social são tão mais lucrativos quanto maior a audiência que tiverem. Assim, e sendo o futebol o mais transversal dos fenómenos desportivos, em Portugal e não só, é natural que o jornalismo desportivo se dedique quase exclusivamente ao futebol.

A meu ver há um claro déficit de cobertura das modalidades, e essa realidade vai continuar a existir enquanto o futebol apresentar excelentes resultados, quer na televisão quer na imprensa escrita. Não há nada a fazer, é a lei da oferta e da procura a funcionar em pleno. Temos alguns bons exemplos de “pluralidade desportiva” nomeadamente no Canal 2 e na Sport Tv, mas são meios muito específicos e que só sobrevivem porque ainda conseguem manter-se à parte do mercado. A 2 é um canal público, com todo o conforto financeiro que isso representa, e as modalidades na Sport Tv chegam ao espectador por acréscimo do produto principal que é o futebol.

Durante muitos anos ouvi críticas ao jornal de desporto da Sic Notícias por ser um produto completamente virado para o futebol. A verdade é que as audiências davam-nos razão. Chegou-se a fazer experiências e colocar o futebol para o fim do alinhamento e não deu nada certo.

Na realidade, as modalidades só existem nos principais meios de comunicação na medida em que alcançam sucesso, ou seja, se um atleta nacional conseguir um resultado importante, então puxa-se por esse acontecimento enquanto fenómeno aglutinador de massas e onde a projecção de Portugal no mundo é de facto marcante. Caso contrário, o público continua a gostar de saber o que se passou no treino da manhã do Benfica, Porto e Sporting, quais as ausências, as contratações, e as projecções dos jogos.

Por exemplo, se “espremermos” bem as emissões especiais que antecedem um jogo grande, a verdade é que a informação contida é geralmente irrelevante e redundante. Está-se a falar de algo que ainda não aconteceu e como tal ninguém sabe o que se vai suceder. Mesmo assim, são emissões que trazem elevados níveis de audiências. O mesmo é dizer, a publicidade fica mais cara e os canais com mais dinheiro.

Para concluir, é claro que as modalidades são pouco tratadas em Portugal, no que diz respeito aos órgãos de comunicação que chegam a públicos mais vastos, e essa realidade só é assim, porque as empresas, aqui como em qualquer sítio do mundo, só existem e permanecem se continuarem a apresentar lucros, caso contrário não são rentáveis e não podem continuar a existir enquanto fornecedoras de serviços e enquanto entidades empregadoras.»

Veja Ainda – Vídeos Tempo Extra

Facebook Tempo Extra

Sofia Brum (sofiabrums@gmail.com)

O Teatro de Vila Real foi mais uma vez palco do maior festival de Tunas da região, nos dias 6 e 7 de Maio.

A Festa Ibérica é um festival de tunas organizado pela Transmontuna (Tuna Universitária de Trás-os-Montes e Alto Douro). Este ano, na sua 10ª edição, contou com a participação de sete tunas vencedoras das edições anteriores que abrilhantaram a cidade de Vila Real: Tunídeos (Tuna Masculina da Universidade dos Açores), Tuna Universitária do Minho, a Hinoportuna (Tuna Académica do Instituto Politécnico de Viana do Castelo), Tuna de Medicina do Porto, Tuna de Farmácia de Granada (Espanha), Tuna Templária de Tomar, Estudantina Académica do ISEL (Instituto Superior de Engenharia de Lisboa).

O espectáculo não se limitou ao Grande Auditório do Teatro de Vila Real. Na tarde de sábado, o Dolce Vita Douro, que há sete anos apoia a Transmontuna, encheu-se para o Passacalles – apresentação e desfile das tunas, onde o publico decidiu que a tuna vencedora seria os Tunídeos.

Veja o vídeo com as fotos do Passacalles no Dolce Vita Douro

Ao longo dos dois dias, o espírito académico foi levado ao rubro, onde imperou a música, o humor, o divertimento, a sátira social e até deu lugar a surpresas: no último dia do evento, a tuna anfitriã surpreendeu o público vila-realense com a aceitação do pedido de apadrinhamento da Vibratuna (Tuna Feminina da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro) que culminou com uma actuação conjunta.

Domingo Madeira Pinto, vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Real, não faltou ao evento e ainda traçou largos elogios à Transmontuna: “Fizeram um dos melhores encontros de tunas de Portugal”, reforçando que “ao longo destes dois dias maravilhosos, o silêncio imperou quando as tunas tocaram ao mais alto nível”.

Madeira Pinto fez questão de afirmar que se sentia orgulhoso com o trabalho realizado pela tuna da UTAD pois “estão a fazer coisas tão boas por Vila Real e para Vila Real”, salientando que “entre o Marão e o Douro há gente que vale mesmo ouro”.

Na sua primeira Festa Ibérica, João Cardoso, palhuço da Trasmontuna, não escondeu a sua satisfação. “É fantástico poder fazer parte desta tuna, estamos sempre numa diversão pura. Sempre assisti às Festas Ibéricas e para mim é um sonho poder participar”, realça o mais recente membro da tuna.

Segundo Hélio Oliveira (na foto), presidente da direcção da tuna organizadora, a X Festa Ibérica foi “um sucesso e superou as expectativas”. Gasoso, como é conhecido, reforça ainda que o objectivo foi cumprido: “Infelizmente, para o ano não estarei presente, mas o caminho está bem delineado. O grande objectivo da associação deste ano foi garantir futuro e isso conseguimos”, refere com enorme contentamento.

Alegria essa que é partilhada por Delfim, o elemento mais antigo e mais animado dos Tunídeos: “Num grupo como este é preciso entrar num espírito de diversão, com alegria e é isso que eu faço”, salientou com satisfação, após a sua tuna ter arrecadado 6 dos 11 prémios em discussão.

Resultados da X Festa Ibérica

Melhor Passacalles – Tunídeos

Tuno Mais Tunanteador – Arroba – Túnídeos

Melhor Tema OriginalConquista– Tuna de Medicina do Porto

Melhor Instrumental – Estudantina do ISEL

Melhor Solista – Tuna de Farmácia de Granada

Melhor Pandeireta – Tunídeos

Melhor Estandarte – Tunídeos

Melhor Tuna – Tuna Universitária do Minho

2ª Melhor Tuna – Estudantina do ISEL

3ª Melhor Tuna – Tunídeos

Grande Prémio X Festa Ibérico: Tuna Mais Tuna – Tunídeos

Veja as fotos do segundo dia da X Festa Ibérica

Como prometido, a 11ª Festa Ibérica volta para o ano, agendada para 7 e 8 de Maio de 2012.

Veja ainda notícias relacionadas -Akademia e Notícias de Vila Real

Transmontuna (Facebook)

Fotos e Texto – Sofia Brum (sofiabrums@gmail.com)


Coluna de Citações

Posted: 4 04UTC Maio 04UTC 2011 in F5, Laboratório de Jornalismo I

Para assinalar o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, o Departamento de Letras Artes e Comunicação da UTAD, em particular o projecto Perspectiva organizou, ontem, uma palestra intitulada “Liberdade… Liberdade de Imprensa…. Liberdade de Expressão” que permitiu aos alunos contactar com grandes nomes do jornalismo de guerra português, bem como com o jornalista infiltrado António Salas.

Assim, de seguida, encontraremos as citações mais marcantes de cada orador onde as temáticas da liberdade e do jornalismo foram cruciais.

José Carlos Ramalho

  • A nossa missão é trazer história e não ser história.”

[sobre os jornalistas em cenário de guerra]

  • A nossa missão é ir e voltar.

[sobre o trabalho jornalístico em tempo  de guerra]

  • Podemos morrer em paz porque já fizemos alguma coisa pelo mundo

[sobre uma reportagem na Madeira, em que graças a ela várias famílias madeirenses tiveram novamente um lar]

  •  -“A nossa missão não é ajudar. É reportar.”

[sobre o papel do jornalista na guerra]

Carlos Fino

  • Temos que estar preparados para fugir à manipulação que muitas vezes encobre uma falsa liberdade de expressão

[sobre a importância de frequentar um curso de jornalismo]

  • Os media, hoje em dia, fazem parte dos factores de guerra.”

[sobre os meios de comunicação social em todo o mundo]

  • O jornalismo é um corpo especializado, independente e que tem o olhar crítico sobre todas as questões.”

 [sobre a importância do jornalismo]

  • Os jornalistas têm que decidir se querem fazer o papel de meros tamborileiros da corte.”

[sobre a posição dos jornalistas na guerra]

  • Usamos as emoções e a dor dos outros num produto para vender.”

[sobre a vertente económica do jornalismo]

José Manuel Rosendo

  • O jornalismo é a profissão da utopia. Procuramos uma verdade que nunca vamos conseguir mas é essa verdade que nos faz andar.

[sobre a busca incessante da verdade]

  • É nesse momento em que o jornalista se torna mais importante que a notícia que está a relatar que o jornalismo acaba.

[crítica de um jornalismo de fama]

  • Só entendemos o Mundo se nos levantarmos da cadeira e olharmos o Mundo nos olhos.

[crítica ao jornalismo sentado]

  • A credibilidade demora uma vida a construir e desmorona-se em segundos.”

[sobre a credibilidade jornalística]

  • Nós somos os mediadores e os olhos dos cidadãos.”

[sobre o papel do jornalista na sociedade]

João Manuel Oliveira

  • É o jornalista que vive completamente por dentro das notícias.”

[sobre António Salas]

  • O jornalista quando está em undercover pode ser considerado um espião e pode ser um dano colateral.

[sobre jornalistas infiltrados]

  • Assinou a sua sentença de morte.

[sobre o jornalista Roberto Saviano]

  • Não é uma imagem a preto e branco, mas é uma personagem que ninguém sabe quem é.”

[sobre António Salas]

  • O jornalista tem que agir para não ser detectado e para que os princípios éticos não sejam afectados.

[sobre a honestidade dos jornalistas infiltrados]


Clique nos nomes dos oradores para consultar a sua biografia.

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Fotos e Texto – Sofia Brum (sofiabrums@gmail.com)

Fala Quem Sabe – Paulo Catarro

Posted: 1 01UTC Maio 01UTC 2011 in Fala Quem Sabe

Paulo Catarro é um nome incontornável no jornalismo português. Programas como Jogo Falado e Fora De Jogo (RTP) ficam na memória dos amantes de desporto. O agora correspondente da RTP em Luanda, Angola, dá-nos a sua opinião acerca da questão “Jornalismo Desportivo ou Futebolístico?”

“Em primeiro lugar não há jornalismo desportivo ou futebolístico, ou económico, ou político ou o que se quiser. Há jornalismo, bom e mau.

Infelizmente, o mau predomina em muitas circunstâncias de hoje o que nos leva à essência da sua questão. Um jornalista que não seja muito habilitado não releva o que é realmente importante. Um título olímpico ou mundial de atletismo é bem mais importante do que um jogador do Benfica, FC Porto ou Sporting ter torcido um tornozelo. Mas é o que temos.

 As modalidades são, de facto, pouco abordadas, também porque muitas vezes não há qualidade nos eventos, com boas pistas, boas piscinas, bons pavilhões etc, e porque os jornalistas não são ousados na forma de trabalhar.

Hoje faz-se um jornalismo de “carneirada” – passe a expressão – em que todos imitam o vizinho. Sempre me fez confusão interromper uma transmissão de basquetebol para dar a chegada dos autocarros no Benfica – FC Porto e quando sou eu a decidir isso nunca acontece. Porque como espectador fico indignado com uma situação dessas. Devemos ser, aliás, o país que mais conhece de autocarros de equipas de futebol!”

Narração de Paulo Catarro no Euro 2000 – Portugal x Inglaterra

Biografia

Livro – Os Senhores do Futebol

Sofia Brum (sofiabrums@gmail.com)

Fala Quem Sabe – Cláudia Lopes

Posted: 25 25UTC Abril 25UTC 2011 in Fala Quem Sabe

Cláudia Lopes é um dos rostos do jornalismo desportivo actual. A apresentadora do programa A Jornada (TVI) e Mais Futebol (TVI 24) conta-nos o seu percurso até ao jornalismo desportivo e dá-nos a sua visão de jornalista numa área predominantemente masculina.

Sofia Brum (sofiabrums@gmail.com)